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terça-feira, 3 de abril de 2018

Você usa o esfuminho?

grafite esfumado








Esfuminho - Instrumento feito com papel, no formato de um lápis, usado para esfumar o traço do lápis ou do giz.








Algumas observações de uso:

1.     NUNCA APONTE UM ESFUMINHO:
Para mantê-lo limpo, apenas use uma lixinha de unhas.

2.     APROVEITAMENTO:
O esfuminho sujo de grafite, muitas vezes pode ser aplicado diretamente sobre o desenho, para sombrear, sem que seja necessário aplicar grafite no papel.

3.     POSIÇÃO:
Mantenha o esfuminho bastante inclinado em relação ao desenho, de forma que toda a parte chanfrada possa ser usada, evitando entortar a pontinha do esfuminho.

4.     NUNCA SEGURE AO MEIO:
Para aplicar o esfuminho, segure-o bem próximo à ponta, evitando que quebre.

5.     PRESSÃO:
Ao aplicar o esfuminho, exerça forte pressão sobre o papel para que possa desmanchar os traços de grafite.


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terça-feira, 20 de março de 2018

Onde coloco a minha maçã?


Uma dúvida que incomoda todos os iniciantes em arte e até mesmo os mais experientes é:

- "Onde, exatamente, devo posicionar o meu assunto na tela?"

Vale recordar que a geometria aparece com grande freqüência no mundo das artes, assim como podemos observá-la na própria natureza, ou seja, idéias matemáticas estão por trás de belas pinturas, esculturas tapetes, mosaicos, etc. Pois bem, se quiséssemos dividir um segmento AB em duas partes, teríamos uma infinidade de maneiras de o fazer. Existe uma, no entanto, que parece ser mais agradável à vista, como se traduzisse uma operação harmoniosa para os nossos sentidos. Relativamente a esta divisão, o matemático alemão Zeizing formulou, em 1855, o seguinte princípio, que Vitrúvio, o arquiteto da antiguidade já sabiamente empregara:

"Para que um todo dividido em duas partes desiguais pareça belo do ponto de vista da forma, deve apresentar entre a parte menor e a maior a mesma relação que entre esta e o todo."




Sempre que desenharmos um retângulo cujo lado maior (AB) dividido pelo menor nos der como resultado o número 1,618, teremos um retângulo de ouro, um ideal de plasticidade





O Retângulo de Ouro, construído a partir do Número de Ouro, é considerado a mais estética das formas retangulares e é utilizado pelo homem desde a antiguidade. No Egito, as pirâmides de Gizé foram construídas tendo em conta a razão áurea : A razão entre a altura de um face e metade do lado da base da grande pirâmide é igual ao número de ouro. O Papiro de Rhind (Egípcio) refere-se a uma «razão sagrada» que se crê ser o número de ouro. Esta razão ou secção áurea surge em muitas estátuas da antiguidade.

Uma contribuição que não pode ser deixada de referir foi a contribuição de Leonardo Da Vinci (1452-1519) . A excelência dos seus desenhos revela os seus conhecimentos matemáticos bem como a utilização da razão áurea como garante de uma perfeição, beleza e harmonia únicas.

Na prática, aplicando esta divisão em nossas telas, teremos áreas de forte apelo visual que devemos explorar com o foco de interesse do nosso tema.


 Para observar melhor, procure esta relação perfeita:

-  na natureza: em animais (como na concha do Nautilus) flores, frutos, na disposição dos ramos de certas árvores; - em figuras geométricas, tais como o retângulo de ouro, hexágono e decágono regulares e poliedros regulares;

-  em inúmeros monumentos, desde a Pirâmide de Quéops até diversas catedrais, na escultura, pintura e até na música.

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sexta-feira, 2 de março de 2018

A mulher na arte...


... a arte na mulher

Durante boa parte da história da arte vamos encontrar a mulher como representação do conceito terreno do amor, da fertilidade, da maternidade, da sensualidade ou da futilidade... Podemos mesmo dizer que as formas femininas povoam os ideais dos artistas desde tempos imemoriais. Em uma palestra, o geneticista Decio Altimari nos apresenta uma análise da trajetória da mulher na arte:
"Realmente, a mulher na arte foi representada naquelas todas maneiras em que é ou musa inspiradora, ou veículo de alegorias (da Paz, da Justiça, da Ira, da Avareza, da Dúvida, da Guerra, da Ciência, da Fé, da Esperança, da Caridade, da Luxúria, da Peste e até da morte) ou, sobretudo, a atriz principal do milagroso mistério da reprodução na maternidade”.

Mas qual seria a posição da arte na mulher 
e das potencialidades criativas femininas?

Durante os séculos XVI e XVII, a arte desempenhou um papel importante na sociedade aristocrática e eclesiástica européia. Os pintores, homens por sinal, altamente treinados tinham como seus patronos os líderes políticos, religiosos, científicos, e intelectuais. Ainda assim encontraremos a arte de algumas mulheres como Judith Leyster  e Rachel Ruysch .

Algum tempo depois, já no século XVIII, a idade da Razão, que estranhamente também foi chamada "a idade feminina" as mulheres conseguiram se destacar nos salões de arte de Paris, por um breve período.

Com o século XIX, mudanças sociais radicais, afetaram a vida das mulheres em ambos os lados do Atlântico. Mary Cassatt e Camille Claudel transferiram para os seus trabalhos o drama  complexo de artistas que, como mulheres se viam restritas a confinarem-se aos conceitos impostos.

A primeira metade do século XX viu mudanças tecnológicas, filosóficas e artísticas muito grandes. A guerra alterara a maneira com que os povos vivenciavam o mundo em torno deles, mas ainda são poucas as mulheres que deixaram de ser meros modelos para serem modeladoras e, quando o fizeram, invariavelmente, deixaram surgir, em contrapartida, a imagem de uma heroína fria, orgulhosa e sensual: a “femme fatale”.

Em fim, dentro do fazer artístico, no decorrer de tantos séculos a mulher, enquanto criadora, permaneceu na maioria das vezes, uma excentricidade. No entanto, vale lembrar que o artista é, antes de tudo, um artesão. Faz aparecer no espaço palpável e perceptível aquilo que antes era a coisa imaginada. Esta espantosa transmutação através do gesto que se torna cor e dança, verbo e musica, movimento e quietude, despertando sentidos adormecidos na busca da experiência estética pode ser um apoio para a feminilidade  tanto no  crescimento individual como coletivo.

Só mesmo a própria mulher, dotada das capacidades de intuição que lhe são inerentes, poderá redescobrir a verdadeira medida do valor tanto da mulher na arte como da arte na mulher. Cabe-lhe, mais uma vez, a “concretização da obra!”